Brasileiro continua empreendendo

Fonte: Adviser Consultoria

Sendo brasileiros, e portanto, não desistindo nunca, saíram esta semana os números de aberturas de empresas no Brasil. Surpreendentemente os números são melhores que em períodos anteriores a pandemia, a qual já dá sinais claros de enfraquecimento, e está vendo que no Brasil, o "buraco é mais embaixo". Prova disso são os recentes números do saldo de abertura de empresas em nosso país.

Para se ter noção, ao todo o Brasil registrou uma abertura líquida de 782.664 empresas no 2º quadrimestre (período entre maio a agosto). Esses números foram divulgados pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, a qual curiosamente este economista que vos escreve semanalmente nesse singular veículo, desconhecia. Claro que seria muita pretensão achar que posso estar à par de tudo. Nem quero!

O Mapa de Empresas mostra que foram abertas 1,114 milhão de novas firmas de maio a agosto de 2020, um aumento de 6,0% em relação ao primeiro quadrimestre do ano e uma alta 2,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Curiosamente em 2019, as perspectivas de crescimento da economia brasileira eram das melhores, mesmo havendo naquela oportunidade uma guerra comercial entre americanos e chineses, especialmente sobre o controle de algumas tecnologias como a 5G. nem superou-se isso, veio o Corona e virou o planeta de cabeça para baixo, coisa que nem o Grêmio que chegou a prometer, ficou longe de realizar, há uns 3 anos atrás.

Ao mesmo tempo 331.569 empresas encerraram suas atividades de maio a agosto, um volume 6,6% menor que o dos primeiros quatro meses de 2020. Na comparação com o segundo quadrimestre de 2019, a queda no fechamento de firmas chegou a 17,1%.

A maior parte dos novos CNPJ's criados no segundo quadrimestre do ano foi de empreendedores individuais, incluindo os microempreendedores (MEI's), com 944.469 registros de maio a agosto, uma alta de 2,4% em relação aos quatro primeiros meses de 2020.

Nesse aspecto vale ressaltar que a categoria de empresa conhecida como MEI, foi responsável pelo crescimento exponencial de empresas em nosso país. Indiferente de seu porte, pois o mesmo é composto do empreendedor, e quanto muito, de mais um funcionário... é importante ressaltar a proposta. O MEI é o que podemos chamar de porta de entrada para quem gostaria de formalizar seu próprio negócio, ao mesmo tempo que corrobora aquele velho jargão que diz que "todo negócio, por maior que seja, em algum momento na vida ele foi pequeno".

Ao todo, estima-se que o Brasil possua 19,3 milhões de empresas ativas no fim de agosto, uma alta de 4,5% em relação ao fim de abril. Deste montante, 13,8 milhões são empreendedores individuais (empresas normais compostas de um único dono) ou MEI's (Micro Empreendedores Individuais).

Com saldo de novas 317 mil empresas abertas no período, o Estado de São Paulo possui 5,4 milhões de firmas ativas, seguido por Minas Gerais (2 milhões) e o Rio de Janeiro (1,8 milhão).

Nos segmentos de negócios, observou-se que o setor de serviços responde por 46% das empresas em funcionamento no País, seguido pelo comércio com 35,21%. Na sequência aparecem indústria de transformação (9,53%), construção civil (8,09%), agropecuária (0,64%), extrativa mineral (0,14%) e outras (0,45%).

Inácio Pereira - Economista

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