Por que o supermercado encareceu nas últimas semanas?

Fonte: Adviser Consultoria

Venho observando (e gastando) há algumas semanas um pouco mais no supermercado do que normalmente. Produtos de uso diário tem emagrecido ainda mais o nosso já folgado bolso, por constantes altas de preços, algumas justificadas, outras não.

Ocorre que a cesta básica tem sofrido sucessivas altas em produtos como o arroz, a carne e o óleo de soja. 

Primeiro é importante entender o conceito de inflação. Numa linguagem simples, a inflação nada mais é do que a perca de seu poder de compra. O que antes você compraria com "X" valores, após a inflação, você comprará "X menos tanto". Ou seja, se antes você compraria algo por 10, após a inflação, com o mesmo montante de dinheiro, você comprará 9, 8, 7 e assim por diante.

E agora? Por quê a comida está ficando cada vez mais cara, mesmo o governo anunciando uma inflação baixa? Explicações são as mais variadas:

- Primeiramente que a China está comprando tudo. Carnes, grãos, madeira e assim por diante. Ao comprar grandes quantias, tendo um dólar alto, a vantagem de quem exporta é muito grande. Sendo assim, temos aqui um elemento importante que se chama "MERCADO". O mercado é a relação de negócios entre compradores e vendedores. Assim, se o Chinês paga mais pelo produto, o vendedor direciona para esse mercado, criando um desabastecimento no mercado interno.

- Segundamente: existindo um desabastecimento no mercado interno (falta de produtos), a tendência natural é um aumento de preços. É importante que o inteligente leitor perceba que estamos falando de mercado. O governo pode tentar intervir, mas a livre concorrência quem ditam as regras.

- Terceiramente: no caso específico da soja, que está sendo vendida acima dos 110 reais e o milho chegando a 60 reais a saca, é fundamental observar que esses dois produtos são insumos básicos para a produção de ração. A ração é insumo básico para quem produz leite (alimento das vacas), para quem produz suínos, aves e gado de corte, ou seja, grãos caros, ração cara, automaticamente temos a carne o leite e demais derivados de produtos do agronegócio também caros.

Por fim, justificados pela pandemia temos um consumo (demanda) bastante aquecidos em vários setores. No entanto, estamos tendo uma oferta menor de produtos, parte por ser vendida ao estrangeiro, parte por não haver insumos suficientes para abastecer a produção e o abastecimento do mercado, o que tem acarretado nessas altas de preços das últimas semanas.

Nem sempre gostamos de pagar mais caro pelas coisas, ainda mais que os salários estão se defasando e empresas e trabalhadores passam por dificuldades financeiras. Mas vivemos no Brasil, certo? Não tem nada de estranho nisso tudo. Já estamos acostumados a isso, desde os tempos de Sarney. De acordo com os livros de história, isso começou no Brasil desde o descobrimento lá por meados de 1500, então caro leitor: acostume-se!

De todo modo, não custa ao menos cultivar uma pequena horta no fundo do quintal. Além de ser terápico e combate nossa vida de stress do dia-a-dia, ainda poderá desfrutar de uma alimentação saudável produzido por você mesmo!

 

Inácio Pereira - Economista

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